O que muita gente joga no ralo ou no vaso sanitário sem pensar pode estar na origem de grandes problemas no sistema de esgotamento sanitário. Óleo de cozinha, lixo doméstico, lenços umedecidos, fraldas descartáveis e até medicamentos estão entre os principais vilões das redes de esgoto no Brasil.
O descarte incorreto desses materiais provoca entupimentos, danos às tubulações, falhas no tratamento e aumento dos custos de operação, impactos que acabam recaindo sobre toda a população. Atualmente a Águas de Camboriú é responsável por administrar as Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) situadas em sete loteamentos da cidade. Além disso, em breve a concessionária também instalará o sistema de esgotamento sanitário do município.
Segundo o gerente de operações da Águas de Camboriú, Arthur May, qualquer outro material sólido ou químico lançado indevidamente compromete o funcionamento do sistema. “Cuidar do que vai para o ralo ou para o vaso sanitário é uma atitude simples, mas que faz grande diferença. O uso correto da rede de esgoto evita transtornos, protege os recursos naturais e contribui para a saúde pública”, cita.
O uso correto do sistema traz inúmeros benefícios, com menos extravasamento e manutenções do sistema e, com isso, menor risco de impacto ambiental ou contato com a população.
Óleo de cozinha: um dos maiores problemas
Despejar óleo de cozinha usado na pia é um hábito comum, mas extremamente prejudicial. Ao esfriar, o óleo se solidifica e se acumula nas tubulações, formando verdadeiras placas de gordura que reduzem o diâmetro dos canos e causam entupimentos. Além disso, o óleo dificulta o processo de tratamento do esgoto e pode contaminar rios e o solo.
A orientação é simples: o óleo deve ser armazenado em garrafas PET ou recipientes adequados e encaminhado para pontos de coleta ou reciclagem. A própria Águas de Camboriú tem um programa focado em coleta e destinação adequada do óleo de cozinha, o De Olho no Óleo.
Lixo, lenços e fraldas não se dissolvem
Lenços umedecidos, fraldas descartáveis, absorventes, cotonetes e fios dentais são frequentemente jogados no vaso sanitário, mas não se dissolvem na água como o papel higiênico. Esses materiais se acumulam nas redes, prendem outros resíduos e provocam bloqueios que podem resultar em extravasamentos de esgoto nas ruas e até retorno para dentro das residências. O destino correto desses itens é o lixo comum.
Medicamentos oferecem risco ambiental
Outro erro recorrente é descartar medicamentos vencidos ou não utilizados no vaso sanitário ou na pia. Essas substâncias químicas não são totalmente removidas nas estações de tratamento e podem chegar aos corpos d’água, afetando a fauna, a flora e até a qualidade da água utilizada para abastecimento.
Medicamentos devem ser levados a farmácias ou pontos de coleta específicos, conforme a legislação ambiental.
