O bom funcionamento do sistema de coleta e tratamento de esgoto envolve diversos fatores, entre eles um cuidado essencial no dia a dia das residências: a correta separação entre a rede de esgoto e a rede pluvial.
De acordo com a Águas de Camboriú, a rede de esgoto deve receber exclusivamente a água proveniente de pias, chuveiros e vasos sanitários, conduzindo-a para o tratamento adequado. Já a rede pluvial, formada por bocas de lobo e galerias de drenagem, tem como finalidade apenas o escoamento da água das chuvas, contribuindo para a prevenção de alagamentos e para a preservação do meio ambiente.
Atualmente a Águas de Camboriú é responsável por administrar as Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) situadas em sete loteamentos da cidade. Além disso, em breve a concessionária também instalará o sistema de esgotamento sanitário no município. Manter essas duas tubulações devidamente separadas, portanto, é fundamental para evitar prejuízos à infraestrutura urbana e aos próprios imóveis. Quando a água da chuva é direcionada indevidamente para a rede de esgoto, o aumento excessivo do volume pode provocar o transbordamento de dejetos nas vias públicas ou até o retorno do esgoto para dentro das residências. Por outro lado, o lançamento de esgoto doméstico na rede pluvial faz com que resíduos não tratados cheguem diretamente a rios e praias, comprometendo a balneabilidade e colocando em risco a saúde da população.
Além de prevenir a poluição ambiental, a ligação correta das redes facilita a manutenção do sistema e reduz a ocorrência de obstruções. O acúmulo de gordura e resíduos sólidos em redes sobrecarregadas pode causar entupimentos, mau cheiro e a necessidade de intervenções mais complexas. Ao garantir que calhas e ralos de chuva estejam conectados exclusivamente à rede de drenagem, o morador contribui para o pleno funcionamento do saneamento, protege seu patrimônio e ajuda a preservar os recursos naturais da região
